O dirigente disse que a proposta aprovada, do ponto de vista dos
agricultores, é positiva. “[A lei aprovada] está conciliando o interesse da
produção com a preservação. Acho que ela, realmente, vai trazer mais segurança
e tranquilidade ao produtor."
Entre outros argumentos que usou para defender o novo Código Florestal,
Alvarenga disse também que “não existe essa coisa de anistia”, rebatendo uma
das principais críticas ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a de que
promove a impunidade dos produtores que devastaram áreas de preservação.
Para Alvarenga, ao contrário do que afirmam os ambientalistas, a
obrigação dos produtores de reflorestar áreas devastadas vai continuar
existindo. “É óbvio que vai ter regras mais aceitáveis para esse
reflorestamento. Em vez de reflorestar na própria fazenda, vai ser permitido a
ele [produtor] reflorestar no bioma do qual faz parte, o que é muito razoável”.
Segundo Alvarenga, as entidades ambientalistas querem, na verdade, a
manutenção do Código Florestal ainda em vigor, o que considera inviável. “Não
há como conseguir voltar o tempo para trás." Para ele, o texto novo vem
solucionar todos os problemas da preservação.
O dirigente disse que o cadastro ambiental das propriedades e a adoção
de tecnologias avançadas de monitoramento via satélite, dará ao governo
condições de fiscalizar com segurança o que houver de desmatamento no país e
garantir a recomposição florestal que cada produtor deve apresentar.
Como o atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo, foi o primeiro relator do
projeto do novo Código Florestal, em 2011, ele acredita que esse fato pesará
quando a presidenta Dilma Rousseff for apreciar a matéria. “Basta a presidenta
Dilma chamar o ministro Aldo Rebelo. Ela vai entender todos os problemas
dos produtores rurais e, possivelmente, não irá vetar praticamente nada."
Fonte: Agência Brasil Publicado no site Veja a Lei completa, acessando o link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4771.htm |
30 de abril de 2012
Novo Código Florestal
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